quarta-feira, 3 de julho de 2013

Comunicado da Coordenadora da CDU


PS DE TORRES NOVAS MOSTRA A SUA ARROGÂNCIA E IRRESPONSABILIDADE

A CDU realizou no passado dia 17 de Junho uma Conferência de Imprensa sobre as obras envolvendo fundos comunitários e em particular sobre as do Convento do Carmo.

Nessa ocasião, a CDU denunciou erros de gestão política na condução deste processo que irão ter consequências muito gravosas para os cofres municipais. E por causa da irresponsabilidade da gestão do PS na Câmara de Torres Novas os munícipes vão ter que pagar   milhões de euros, entre indemnizações aos empreiteiros e obras que não serão comparticipadas .

A situação é muito grave não só pela forma como o processo foi gerido mas também pelas suas consequências para o município e para os munícipes, com impostos e taxas muito elevadas.

Na referida Conferência de Imprensa realizada em frente ao Convento do Carmo, portanto em local público, a CDU distribuiu a sua posição, em documento escrito, a qual foi tornada pública pela comunicação social local, regional e nacional.

A posição da CDU foi tomada em total consciência, como dever de denúncia sobre o mau uso de dinheiros públicos, em defesa da boa gestão municipal, com fundamentação em vários documentos idóneos e após reunião com a CCDR em Coimbra entidade responsável pela gestão dos fundos comunitários.

Paralelamente a este caso, a CDU divulgou também outras situações, como o Centro de Ciência Viva e Escola Visconde S: Gião, com semelhantes consequências e denunciou a irresponsabilidade da gestão municipal do PS quanto a estas matérias.

Ora, não só pela importância do caso mas também porque está em causa o necessário bom uso de dinheiros públicos, impunha-se que o PS de Torres Novas viesse a público prestar os necessários esclarecimentos sobre o assunto. No entanto, ao contrário do que seria de esperar e que a importância do caso exigia, o PS de Torres Novas nada disse sobre a matéria.

Com efeito, o PS de Torres Novas limitou-se a enviar para alguma comunicação social, no dia a seguir à Conferência de Imprensa da CDU, um comunicado intitulado “Coligação CDU/PSD”, o qual não é mais do que uma autêntica demonstração de irresponsabilidade política.

Em tal comunicado, o PS de Torres Novas limita-se a ignorar olimpicamente o assunto em causa e a deitar para o caixote do lixo o direito dos munícipes a serem esclarecidos quanto à matéria.

Com este inqualificável comunicado, o PS de Torres Novas não só demonstrou ser irresponsável, mas também mostrou uma inadmissível arrogância ao chutar o assunto para o lado e desprezar o direito dos munícipes a serem informados sobre a forma como são utilizadas os dinheiros públicos.

No mesmo comunicado, o PS tentou ainda desviar as atenções para uma coligação que afirma existir entre a CDU e o PSD. Quanto a este aspecto, a CDU não pode deixar de afirmar que o PS mente descaradamente pois sabe perfeitamente que se trata de uma invenção sua. Aliás, quanto a esta matéria, a CDU tem a dizer que não perde tempo com aleivosias e afirma a sua convicção de que na política, como em tudo na vida, deve haver a noção do ridículo. E o PS não a teve.

Aliás, o comunicado do PS é fruto directo da prepotência e da arrogância do poder rosa que governa o concelho de Torres Novas há 20 anos e que entende não ter de prestar contas a ninguém.

Mas a CDU não pactua com estas características da gestão municipal PS e reafirma que tudo fará para que sejam apuradas responsabilidades pela forma como este e outros processos têm sido conduzidos.

Pois, como diz o ditado popular “a culpa não pode morrer solteira”.

 

A Comissão Coordenadora da CDU

Torres Novas, 01 de Julho de 2013

Esta quarta feira...


terça-feira, 2 de julho de 2013

Intervenção apresentação candidatura de CARLOS TOMÉ




Intervenção apresentação candidatura

Boa tarde a todos.
As próximas eleição autárquicas são o acto político mais importante que temos pela frente. Desta vez não são umas eleições quaisquer que se apresentam para cumprir calendário, com a normalidade de todos os vulgares actos eleitorais. Nunca como agora estas eleições estiveram tão intimamente ligadas aos grandes assuntos do país. A gravíssima situação do país, provocada pela política assumidamente de direita de um governo autista e na sequência da assinatura pelo PS, PSD e CDS de um pacto de agressão ao nosso país, não nos pode deixar indiferentes.
No que diz respeito à vida do Poder Local democrático, a postura do governo e da coligação de direita que o sustenta tem sido gizada apenas com um único e claríssimo objectivo: acabar com ele. O governo PSD / CDS tem, pura e simplesmente, este desígnio: subverter e liquidar o poder mais próximo dos cidadãos, aquele que emana mais directamente do espírito do 25 de Abril, aquele que pode ser controlado mais eficazmente por quem o cria.
O processo tem sido claro e inequívoco. Extinguem-se mais de mil freguesias num processo rocambolesco e numa atitude política escandalosa, reduzem-se os quadros de pessoal nas autarquias, aplica-se o garrote de asfixia financeira no pescoço das câmaras e das juntas, retira-se-lhes milhões de euros a que têm direito, corta-se na sua autonomia escarrando nos princípios constitucionais, inventa-se uma nova lei das finanças locais para espremer ainda mais as autarquias, criam-se comunidades intermunicipais não eleitas que vão substituindo paulatinamente os municípios que são eleitos, quer-se alterar a lei eleitoral para as autarquias transformando-as em pequenos principados sem oposição.
Enfim, é todo um cortejo de medidas escandalosas especialmente destinadas a acabar com o poder local tal como o conhecemos, como expressão democrática resultante da vontade do povo.
E claro que estas medidas não são apresentadas de forma isolada, antes surgem de modo perfeitamente natural, como consequência directa e necessária da perspectiva política deste governo.
Por isso, é preciso, é urgente, lutar contra esta política quanto antes, antes que seja tarde. Antes que estejamos perante factos consumados. É preciso que não desistamos, que nos mantenhamos de pé, e com a lucidez norteada pelo trabalho colectivo e por um projecto coerente.
A democracia espera que a defendamos, que lutemos por ela. Não devemos ter medo das palavras. Está em causa a perda da democracia conquistada há 39 anos, a qual vai sendo ameaçada de cada vez que uma medida autoritária é decidida. Não podemos calçar as pantufas e virar costas a esta ofensiva. Não temos esse direito. Cada um, desta ou daquela maneira, na sua localidade, no bairro, no local de trabalho, na colectividade, na freguesia ou no município, tem a obrigação de não desistir e de participar activamente na defesa  de um país com direitos.
No nosso concelho, como noutros, a CDU apresenta-se como a única força organizada de esquerda, com um projecto político coerente e consequente, com trabalho diário em vários sectores da nossa vida, que já deu mostras desde há muitos anos de nela se poder confiar. Não é por acaso que a CDU é conhecida de todos por ser de confiança. É na esquerda que está a opção. Mas é especificamente na CDU que reside a confiança. As pessoas sabem que a CDU não trai. Aqui acredita-se em princípios, defendem-se ideias e projectos colectivos.
É na CDU que estão as mulheres e os homens que não viram a cara à luta, que não alinham em jogos de poder, que fazem das tripas coração para defender a justiça e os direitos de quem não tem voz, de quem tem mais dificuldades na vida, de quem trabalha e sofre na pele as agruras diárias de viver de pé, que agem de forma séria e empenhada na defesa do movimento associativo, ou das suas freguesias, ou do direito ao acesso aos cuidados de saúde, ou à preservação dos valores que caracterizam esta comunidade. 
Os homens e mulheres da CDU eleitos nos diversos órgãos das autarquias do nosso concelho já deram provas mais do que suficientes que merecem a confiança de todos.
Na luta pela defesa das freguesias e contra a sua extinção, a CDU primou por estar no primeiro plano, dinamizando-a e tomando a dianteira na mobilização da população contra essa medida altamente gravosa para o nosso país.
No nosso concelho, os casos do Manuel Ramos e do Sérgio Formiga, respectivamente presidente da Junta de Freguesia de Lapas e da Ribeira Branca (os quais saúdo fraternalmente) são sintomáticos do empenhamento e da convicção política inquebrantável que a CDU coloca na sua postura. Sem tibiezas, nem navegações em areias movediças, nem alinhamento em caldinhos de miríficas vantagens, os activistas da CDU não fugiram a dar o corpo às balas. E enfrentaram tudo e todos nesta luta.
Também na defesa do direito à saúde, contra a saída das valências e consequente esvaziamento do Hospital de Torres Novas, na defesa dos postos médicos, na defesa da água pública e contra a sua privatização, na defesa dos serviços públicos de proximidade, da escola pública contra os mega-agrupamentos e em defesa da qualidade do ensino, os autarcas da CDU sempre se destacaram nestas lutas e assumem-nas como caminhos a trilhar sem concessões.
O poder rosa do PS que gere a Câmara Municipal de Torres Novas há 20 anos, pretende manter uma perspectiva autocrática de mandar em tudo, de tudo controlar, sem respeito pela vontade das populações ou sequer por vozes discordantes. Sem respeito pelo mais simples respirar democrático.
Foram 20 anos de poder rosa, um caminho conscientemente traçado sem olhar a meios para atingir fins de domínio de tudo o que mexa no concelho. E de tentar amordaçar todos os que ousam levantar a sua voz de oposição ao poder instalado, de denúncia do que está mal, de recusa de se curvar perante os monarcas de hoje que sonham que neste concelho apenas existam os salamaleques beijoqueiros, as vénias venerandas, os corcundas de tanto flectirem o costado à espera de uma prebenda ou de um lugar ao sol.
Os 20 anos de poder rosa são de tal modo mistificadores que parece ser absolutamente natural, para quem gere o poder, publicar a obra do regime à custa de dinheiros públicos, em acto desavergonhado de pura propaganda eleitoral.
 
No início destes 20 anos sobressaíram, à custa de fundos comunitários, as obras megalómanas, os avantajados palácios dos desportos, mas também as eternas promessas eleitorais do Shiva Som da Quinta do Marquês hipoteticamente financiado pelo BPN, as 7.000 vivendas para reformados escandinavos do Boquilobo Golf, a Universidade Lusíada de boa memória. Anunciaram-se os novos e espampanantes paços do concelho com loja do cidadão acoplada e agora sobram os equipamentos abandonados à espera de uso, alheados das funções para que foram criados ao mesmo tempo que crescem os atropelos ao rigor dos investimentos públicos.
Agora, de há uns anos para cá, o marasmo e o deixa-andar espalham-se por todo o concelho, os buracos nas estradas esperam e desesperam por uma pazadas de alcatrão, os equipamentos e espaços públicos desmazelam-se à míngua da necessária manutenção, as promessas arrastam-se de ano para ano suspirando por melhores dias e a câmara enxota a sua responsabilidade para cima dos outros, dos de cima, dos do governo, da crise, sempre para cima da crise.
Nestes 20 anos de regime rosa sobressaiu a asfixia das colectividades, o desprezo pelo movimento associativo, o corte cerce dos apoios, o completo esquecimento relativamente às Juntas de Freguesia que dantes entravam na câmara pela porta do cavalo e agora não entram por porta nenhuma.
Das duas décadas do poder rosa ressalta a perspectiva de pôr os clubes e as colectividades a financiar a câmara e a empresa municipal que sobrevive graças à engenharia contabilística e às finanças municipais.
E descansam nos estaleiros, durante meses seguidos, as máquinas e equipamentos da câmara que não podem sair à rua porque não há dinheiro para lhes pagar o seguro ou simplesmente para as abastecer de gasóleo.
E numa vã tentativa de safar os cofres municipais, asfixiam-se os munícipes com taxas e mais taxas até estes estrebucharem de tanto peso às costas.
É esta a verdadeira imagem do poder rosa. Mas não tenham esperanças vãs. Ela não aparecerá no tal livro de propaganda das obras do regime. O livro será ornamentado com fotos coloridas das obras, mas irá esquecer o negro da cumplicidade com as decisões de encerramento dos postos médicos e de aniquilamento do Hospital, do desprezo pelas colectividades, juntas e população das freguesias, da prepotência de quem pensa ser o dono do concelho, da injustiça na definição das taxas e da iniquidade na perspectiva de rentabilização comercial dos equipamentos públicos.
Por tudo isto, é preciso que se altere este panorama. É urgente que se mude este estado de coisas. E por isso, é necessária uma alternativa séria a esta imagem nefasta do Poder Local. E só a CDU constitui essa alternativa. Precisamente porque é a única força de confiança. E já deu provas mais do que suficientes de que merece essa confiança.
Juntos conseguiremos dar corpo a essa alternativa. É por isso que aqui estamos. 
Viva a CDU !
Carlos Tomé, 04.05.13

Saiu Paulo Portas, mas...

A LUTA CONTINUA!


É no primeiro fim de semana de Setembro