sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sobre a taxa do IMI e...


Nota de Imprensa

 

Reunião da Assembleia Municipal de Torres Novas, confirma isolamento político  da maioria PS na Câmara Municipal, provoca demissão do Presidente da Assembleia Municipal.  Presidentes de Junta de Freguesia votam contra interesses das populações que os elegeram.

 

Na reunião da Assembleia Municipal de Torres Novas realizada no dia  12 de  Novembro para discutir as  propostas de taxas e impostos apresentadas pela Câmara Municipal que se previa pacífica, para além da já tradicional acesa discussão em torno do valor da taxa de IMI, produziu uma série de acontecimentos quase indescritíveis e que merecem da CDU os seguintes comentários:

1. Assistimos com algum espanto à indiferença e ao voto contra, dos Presidentes das Juntas de Freguesia à proposta apresentada pela CDU ( em anexo) em que se propunha uma redução da taxa de IMI para as freguesias rurais e parte rural das freguesias da cidade, proposta de grande alcance social e elemento mobilizador de fixação das famílias nas aldeias.



Nem uma palavra, nem um argumento! Apenas um único e simples gesto silencioso de levantar o braço e votar contra. Será que outros interesses ou compromissos se levantaram mais importantes que os interesses das populações que os elegeram? Quando chegar o momento dos munícipes irem às finanças pagarem o IMI, devem lembrar-se que podiam pagar menos, se a justa proposta da CDU tivesse sido aprovada. Que os restantes partidos tenham votado contra não nos admira, mas os Presidentes de Junta de Freguesia ?

A CDU, como é óbvio, reconhece o direito de cada um votar da forma que entender, mas que é estranho é!

2. Quanto à taxa de IMI a aplicar por proposta da Câmara Municipal de 0,4% ( em anexo proposta da CDU) e a sua inconformidade com o Orçamento aprovado, onde consta 0,45%, promoveu uma acalorada discussão,  e  mais uma vez se confirmou o isolamento político da Maioria PS na Câmara Municipal.

Durante toda a reunião nenhum eleito da bancada do PS disse uma só palavra sobre este assunto, nem quando o Presidente da Assembleia Municipal igualmente do PS , anunciou ser esta a sua última  reunião.

Assim, se confirma a demissão que há muito se previa, perante a dificuldade que a maioria tem tido em lidar com os sucessivos e graves problemas que ultimamente a autarquia vem enfrentando ( extinção da Turrisespaços, chumbo do Tribunal de Contas sobre concurso da recuperação Convento do Carmo, dificuldade em responder às solicitações dos deputados municipais, etc.)

3. A CDU, considera que o constante silêncio da bancada do PS na Assembleia Municipal sobre matérias da maior relevância na vida do concelho e com consequência directa na vida dos munícipes, aliada à indiferença de um dos vereadores do PS, que se limita a falar sobre os assuntos do seu pelouro, revela um Presidente isolado, numa maioria  que do ponto de vista político já não existe, sustentada  num voto sem convicção.

4. A CDU, considera que tal instabilidade é prejudicial à resolução dos graves problemas com que a autarquia se confronta, devendo o PS tirar as devidas consequências da situação que criou.


Torres Novas, 14 Novembro 2014

A CDU/Torres Novas

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Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) taxa a aplicar em 2015

Proposta 1

A CDU, considera que a aplicação das taxas e impostos não deve ser objecto de uma simples arrecadação de receita.

Não perdendo de vista que a gestão financeira é um instrumento e não um objectivo, num quadro de gestão criteriosa de forma a assegurar patamares de sustentabilidade, a CDU considera que a Autarquia não pode deixar de considerar que a definição desta receita, seja também um elemento de correcção de injustiças, de incentivo à requalificação urbana, bem como uma possibilidade de o município usar a política fiscal, como meio influenciador positivo da vida dos munícipes, baixando o IMI e não propondo o  aumento  da receita em cerca de 18% , para 4 milhões 357 mil euros.

Mas não deixa de ser curioso, ou melhor, estranho, que o valor de IMI aprovado em sede de Orçamento seja de 4 milhões 900 mil euros, mais de  meio milhão euros. Alguma coisa não está bem e precisa de ser esclarecida.

A proposta apresentada é profundamente injusta do ponto de vista social e uma trafulhice do ponto de vista político, uma vez que o PS na Assembleia Municipal de 3 Outubro de 2012, quando se discutiu o PAEL, se comprometeu  a baixar as taxas e os impostos e em particular o IMI, tendo tal compromisso , levado a CDU a alterar o seu voto inicialmente contra , para a abstenção.

Vivemos numa época em que os munícipes estão a sofrer uma pesadíssima carga fiscal, que se vai    agravar  a partir de Janeiro com a aprovação  do OE para 2015, a proposta apresentada pelo PS , configura uma brutal insensibilidade social para com o povo que sofre e confirma a prática anterior, que tem como único critério, arrecadar receita para fazer face à elevada divida existente e conseguir por esta via, repor o equilíbrio orçamental exigido por lei.

Os argumentos  apresentados pelo PS na reunião da Câmara Municipal para defender a sua injusta proposta, são uma mistificação, com particular relevo ao ignorar os efeitos no aumento da receita  resultante da extinção da clausula de salvaguarda.

Assim, uma vez que  a proposta do PS não respeita a palavra dada, não corresponde às necessidades dos munícipes, contribui para o seu empobrecimento e, é inadmissível, num quadro de garrote financeiro em que vive a população, a CDU propõe:

Que a taxa a aplicar nos prédios urbanos seja de 0;3%

Torres Novas, 12 Novembro 2014

Os eleitos da CDU
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Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) taxa a aplicar em 2015
Proposta 2
Tendo presente os considerandos da proposta 1, a CDU considera ainda  importante que em sede de IMI a Autarquia procure consolidar a coesão territorial  e o desenvolvimento do concelho como um todo, valorizando a vida das nossas aldeias.
Nesse sentido, a CDU propõe:
Que a taxa a aplicar nos prédios urbanos nas freguesias rurais e na parte rural das freguesias urbanas, seja reduzida em 30%, como incentivo à fixação da população e combate à desertificação.
Tal medida reveste-se da maior relevância e justiça, face à perda de qualidade de vida que estas populações vêm sentido, na sequência do encerramento,  ou, diminuição de serviços públicos ( saúde, escolas, transportes, iluminação, etc.)
Torres Novas, 12 Novembro 2014
Os eleitos da CDU
 
 
 
 

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