quarta-feira, 13 de novembro de 2013

INTERVENÇÕES DA CDU na Reunião da CMTN de 5.nov



PERÍODO “ANTES da ORDEM do DIA

Durante o período  “Antes da Ordem do Dia”, a CDU gostaria de colocar algumas questões relativamente :

 

1. Jardim Municipal, frente aos CTT

No mandato anterior, a CDU procurou saber, em Reunião Ordinária Pública da Câmara Municipal, realizada no dia 27.03.2012, se existia algum projecto para o Jardim Municipal, frente aos CTT, que, após as obras realizadas nas piscinas municipais e respectivos acessos, ficou descaracterizado e completamente desenquadrado da sua envolvente. Obteve então uma resposta afirmativa por parte da vereação em maioria, da qual fazia parte o actual Presidente da Câmara Municipal, que terá acrescentado que ainda não havia uma previsão para a sua execução.

A CDU gostaria de saber se será durante o presente mandato que aquele espaço será, finalmente, requalificado.

 

2. Águas do Ribatejo: Subsistema de Saneamento de Vale da Serra (rede de colectores em Casal do Freixo e Casal da Ermida)

Antes de mais, a CDU gostaria de deixar expresso que esta obra peca por ser tardia, uma vez que nada justifica que, em pleno século XXI, ainda existam áreas do concelho torrejano sem saneamento básico.

No entanto, existem algumas dúvidas relativamente ao projecto em epígrafe. Desta forma, e de um modo genérico, o projecto “[...] contempla a execução dos sistemas de Abastecimento de Água, Tratamento de Águas Residuais e construção de uma nova ETAR”


Pelo que é dado a conhecer, esta obra consiste, no que ao saneamento básico diz respeito, na construção de uma rede de colectores que encaminhará os resíduos para a ETAR, onde se procederá ao seu tratamento.

A questão que a CDU coloca é a seguinte: o que acontece posteriormente? Os resíduos tratados serão bombeados para a bacia terciária e aí encaminhados para uma linha de água superficial? Ou serão infiltrados na rede cársica?

No caso de se verificar a segunda hipótese, quais são as medidas preventivas que estão a ser tomadas no caso de falha, ruptura ou sobrecarga no sistema de tratamento? Se ocorrer alguma destas situações, qual é a alternativa, uma vez que o despejo do poluente no aquífero será extremamente nocivo para o meio ambiente?

A CDU considera que esta situação deverá ser bem fiscalizada para não estarmos perante um daqueles casos em que é “pior a emenda que o soneto”, sendo de aproveitar o facto de se estar a fazer um projecto de raiz.

 

3. PAEL – Programa de Apoio à Economia Local

Conforme legislação em vigor (Lei n.º 43/ 2012 de 28 de Agosto), o acompanhamento do PAEL deve ser efectuado da seguinte forma:

“[...]

a) Pela assembleia municipal, trimestralmente e através de informação prestada pela câmara municipal, que integra obrigatoriamente a avaliação do grau de execução dos objectivos previstos no Plano, bem como qualquer outra informação considerada pertinente;

[...]” (alínea a, do Ponto 1, do Artigo 12º, Monitorização e Acompanhamento).

Face ao acima exposto, a CDU gostaria de saber:

1) qual é o ponto de situação do PAEL?;

 2) para quando está prevista a sua discussão na Assembleia Municipal?

 

4. Lei 75/ 2013, de 12 de Setembro, Estabelece o Regime Jurídico das Autarquias Locais, aprova o estatuto das entidades intermunicipais, estabelece o regime jurídico da transferência de competências do Estado para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais e aprova o regime jurídico do associativismo autárquico.

De acordo com o Artigo 133.º Acordos de Execução, da lei em epígrafe, estabelece-se um prazo de 180 dias, após a respectiva instalação, para Câmara Municipal e Juntas de Freguesia celebrarem o acordo de execução que “[...] prevê expressamente os recursos humanos, patrimoniais e financeiros necessários e suficientes ao exercício de todas ou algumas das competências previstas no artigo anterior[1]”.

Neste sentido, a CDU gostaria de saber se já há uma calendarização para discussão deste acordo com cada uma das freguesias?

 

 

 

 

 

 

AGENDA

 

Assunto 5

Embora esteja consciente da importância da realização de eventos de carácter internacional no concelho de Torres Novas, abstenho-me na votação referente à “Organização da Intercontinental Cup – Hóquei em Patins”, uma vez que o acordo celebrado entre o município e a empresa privada WSPCI – Wall Street prevê o pagamento à segunda de um valor que poderá ascender aos 5.000,00€, conforme o resultado da bilheteira.

Ora se a Câmara Municipal já irá ceder gratuitamente o Palácio dos Desportos e o autocarro do município, que normalmente têm custos para as associações e colectividades do concelho, porquê remunerar uma empresa privada, que, certamente, já beneficiará de receitas provenientes de publicidade?

Além do mais, se atendermos quer aos valores que serão praticados na Bilheteira (que, de acordo com a proposta trazida à reunião será integralmente para o município), quer à lotação do espaço, verifica-se que, caso o evento esgote, a Câmara Municipal obteria uma receita de 5100€... que reverterá quase na totalidade a favor da empresa privada!

 

Assunto 9

Abstenho-me na votação referente ao assunto em epígrafe, não pela eventual dúvida no parecer de carácter subordinado emitido, mas sim pela necessidade de contratar a Empresa Municipal Turrispaços para efectuar serviços que deveriam ser assumidos pela própria Câmara Municipal.

 

Assunto 10

Abstenho-me no assunto referente ao empréstimo BEI para conclusão da empreitada no Convento do Carmo, pois todo o processo referente a esta obra conheceu, desde a data da deliberação anterior, desenvolvimentos que então eram desconhecidos.

Interrompida em Agosto de 2012, aparentemente para férias do empreiteiro, a obra em questão não mais retomou a sua normal execução.

Sabe-se agora que, por má gestão do anterior executivo PS, esta obra irá custar ao município e, por consequência, aos munícipes, cerca de 3 milhões de Euros, que não estavam previstos.

Não há qualquer dúvida quanto à necessidade premente de terminar a obra, no entanto, é ainda necessário clarificar muitas questões neste processo que não é, de todo, transparente.

 

 

 

Assunto 14 e 19

Os assuntos 14 e 19 da presente Ordem de Trabalhos demonstram um problema que ultrapassa a esfera da Administração Urbanística, reflectindo, na sua essência, uma questão Social grave do Concelho torrejano.

A existência de lares ilegais com poucas condições para os idosos, assim como a incapacidade de resposta das IPSS’s do concelho, devido ao facto das suas instalações já estarem lotadas, exige um esforço acrescido do município para ajudar na resolução deste flagelo.

No âmbito das Jornadas Autárquicas, a CDU reuniu com algumas IPSS’s do concelho, tendo tomado conhecimento da existência de alguns pedidos de licenciamento para a ampliação de espaços de acolhimento de idosos. Neste sentido, lanço o alerta para a necessária desburocratização dos processos, de forma a que estas instituições possam prosseguir o seu trabalho de apoio social.

 

Assunto 25

Na sequência da verificação dos limites do Concelho, no âmbito do pedido do Município de Ourém para implantar um corredor aéreo no espaço concelhio de Torres Novas, gostaria de saber em que ponto está a revisão do Plano Director Municipal (PDM) e quando é que este será trazido para discussão pública. 

 

Assunto 38

Considerando o estado em que se encontra a Zona Industrial de Riachos é de louvar o esforço que as empresas fazem para se instalar num local onde não existem as infra-estruturas básicas e necessárias para o seu normal funcionamento.

Nos finais de Julho do corrente ano, a CDU efectuou uma conferencia de imprensa nesta Zona Industrial, tendo alertado para o facto de que apenas 4 empresas se instalaram no local, apesar de se ter procedido à atribuição de 18 lotes há 13 anos atrás. Para tal terá contribuído, fundamentalmente, o incumprimento do município quanto à construção de arruamentos, abastecimento de água e electricidade, construção de sistema de saneamento, etc.

A instalação de uma nova empresa nesta zona industrial é reveladora de que este local é apetecível para o investimento, quer pelos seus bons acessos rodoviários, quer pela sua proximidade à ferrovia.

Esperamos que ao fim de 13 anos o município cumpra o acordo estipulado e que a Zona Industrial de Riachos possa, finalmente, servir o objectivo para o qual terá sido, certamente, construída: 1) o desenvolvimento da economia local e 2) a criação de emprego. 



[1] Note-se que o “artigo anterior” é referente à delegação legal nas juntas de freguesias de algumas competências da câmara municipal.

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