Conferência de Imprensa
"Balanço de um ano de mandato autárquico da
actual maioria PS: as consequências desastrosas para o município e para os
torrejanos"
O
actual executivo da Câmara Municipal de Torres Novas tomou posse em 19 de
Outubro de 2013, ou seja, há um ano. Importa por isso fazer um balanço da sua
gestão no município de Torres Novas e avaliar as suas consequências para o
município e para os munícipes.
Com
a apresentação pelo PS da nova equipa na gestão do município, nas eleições
autárquicas de Setembro de 2013, verificou-se em alguns extractos da população
uma aparente expectativa de que a situação do concelho e a sua vida
melhorassem.
Mas
diga-se que, passado apenas escassos meses do início da gestão da
responsabilidade da tal nova equipa, com um novo presidente de Câmara à cabeça,
as mais optimistas expectativas de que algo de substancial iria mudar caíram
por terra.
Nada
de substancial mudou. Embora tenha mudado uma parte do executivo municipal,
continuamos a ter agora ainda mais notoriamente a marca da gestão PS. Ou
seja, agravaram-se substancialmente as características que tem conduzido o
município num caminho absolutamente errado e com consequências desastrosas para
o município e para os torrejanos.
Neste
ano de mandato, inúmeros têm sido os casos que provam a existência de uma
gestão errática, ao sabor do vento, profundamente incompetente, com
graves provas de desrespeito pela legalidade e de incumprimento
dos mais elementares deveres, absolutamente incapaz de gerir e levar a bom
porto os dossiês mais difíceis.
Por
outro lado, a passividade e a inércia desta gestão constitui um perigoso
deixa andar em alguns dos mais importantes problemas sentidos pela população do
concelho.
Durante
todo este tempo o PS tem vindo a demonstrar uma grande falta de cultura
democrática.
Mas
vejamos alguns destes casos que são sintomáticos da evidência destas
características.
Os
recentes chumbos do Tribunal de Contas, aliás inéditos nos últimos 20
anos, vieram trazer à tona a incompetência e a irresponsabilidade da gestão PS.
O caso da Turrisespaços é flagrante quanto a estes aspectos. Desde a
primeira hora que a CDU se manifestou contra a criação desta empresa municipal
e fê-lo sempre com fundamentos sérios e responsáveis pois sempre defendeu que
devia ser a Câmara a desenvolver, ela própria e sem intermediários, o serviço
público no que diz respeito à cultura e ao desporto.
A maioria PS sempre teimou em avançar com a
criação da Turrisespaços para, de uma forma artificiosa e utilizando uma
ardilosa engenharia financeira, tentar resolver os problemas financeiros . Não
o conseguiu. Antes pelo contrário, o que conseguiu foi criar para a Câmara uma
aura de entidade incumpridora dos seus deveres. Aliás, a este respeito, basta
passar os olhos pelo acórdão do Tribunal de Contas que obrigou a Câmara a
arrepiar caminho e dissolver a Turrisespaços. Em tal decisão judicial, a
qual é absolutamente arrasadora para o município e para quem o gere,
resulta absolutamente inequívoca a incompetência da maioria PS na condução
deste dossiê e claras as ilegalidades cometidas.
A
teimosia da maioria em pretender manter,
com vida artificial, a empresa municipal reflecte-se em desastrosas
consequências para os torrejanos e para o município, a menor das quais não
deixará de ser a completa perda de credibilidade que a entidade Câmara
Municipal sempre deveria ter. A citada decisão judicial é tão crítica da gestão
do município neste caso, que a descredibilização do município perante este
tribunal e por arrasto na IGF entre outros, levará anos a ser ultrapassada.
Neste
momento, fruto da irresponsabilidade da maioria PS, a credibilidade e
competência da Câmara está pelas ruas da amargura. Para além disso, esta
maioria conseguiu um feito inédito de se
pode orgulhar: colocar trabalhadores contra trabalhadores. Ao tentar
manipular a seu bel-prazer os trabalhadores da Turrisespaços colocando-os
contra os trabalhadores da Câmara e vice-versa, a maioria fez o que ainda não tinha acontecido.
Mas
idêntica situação se passa com o caso das obras no Convento do Carmo para
a sua transformação nos Paços do
Concelho. Também neste processo a CDU sempre se manifestou contrária a esta
solução, desde o início, chegando a propor em alternativa a construção de um
edifício de raiz.
Neste
momento, o Convento do Carmo é um enorme e insustentável elefante branco ( rosa ). A obra não avança. Há ilegalidades
várias no decurso do processo. A obra está parada há vários anos. A situação
deste processo é de uma gravidade muito grande. É flagrante a incompetência
da maioria PS na sua condução. A Câmara tem que indemnizar o empreiteiro em
muitas centenas de milhares de euros. Uma obra que deveria custar ao erário
público um milhão de euros, poderá vir a custar 5 milhões de euros.
As
consequências para o município e para os munícipes são de uma gravidade
extrema. E para tornar ainda mais negro
o processo, o Tribunal de Contas, em mais um acórdão demolidor para o
município, vem chumbar o lançamento da nova empreitada para a segunda fase da
obra. Serão de tal maneira graves as consequências deste caso que é ainda
impossível neste momento prevê-las em todo o seu alcance. Esta obra pode levar
à ruína financeira do município.
A
maioria PS criou o maior buraco ( monstro) financeiro do
município torrejano de que há memória, com as consequentes e óbvias
repercussões desastrosas no município e nos torrejanos.
Mas
os grandes exemplos negativos não se ficam por aqui. Veja-se o caso do horário
semanal das 35 horas para os trabalhadores da autarquia e das escolas a
ela ligadas. O caso é sintomático da falta de coragem política da
maioria PS. Depois de assinar um ACEEP (Acordo Colectivo de Entidade
Empregadora Pública) com os Sindicatos, no livre exercício da sua autonomia, o
qual possibilita a aplicação imediata do horário semanal das 35 horas, a Câmara
ainda não teve a coragem política para o levar à prática como fizeram, entre
outras, as Câmaras de Santarém (PSD), Almeirim (PS), Alpiarça (CDU), Coruche
(PS), Azambuja (PS), Benavente (CDU), Constância (CDU), Loures (CDU), Coimbra
(PS), Lisboa (PS), (existem mais de 400 ACEEP assinados no país). Assim, apenas por inércia e falta de coragem
política da maioria PS os trabalhadores continuam a trabalhar 40 horas por
semana e a receber o salário de 35 horas.
Mas
a inércia municipal reflecte-se também noutras situações, como por
exemplo no gravíssimo esvaziamento e perda progressiva de competência do
Hospital de Torres Novas. O silêncio da maioria PS, a sua inércia e inoperância
neste assunto é objectivamente cúmplice das determinações e intenções governamentais
para o Hospital de Torres Novas. O seu total imobilismo quanto a esta
matéria traduz-se na incompetência para lidar com o problema, a qual assume
características de ilegalidade. Com efeito, a maioria PS tem-se recusado a
cumprir uma deliberação da Assembleia Municipal no sentido de que a Câmara
avance com uma providência cautelar contra as recentes decisões
governamentais lesivas do Hospital de Torres Novas e do direito ao acesso aos
cuidados de saúde da população do concelho. Esta postura de flagrante
ilegalidade, assumida deliberadamente pela maioria PS, é demasiado grave para
ser deixada passar em claro. Quando se exigia acção, o PS acompanhado pelos
restantes partidos criam uma comissão para entreter e nada fazer como na altura a CDU referiu e o tempo
confirmou.
A
acrescentar a este panorama negro ao nível da gestão municipal, verifica-se
também uma caricata luta intestinal entre os autarcas do PS na Câmara e
na Assembleia Municipal a provocar o isolamento político do executivo,
com consequências negativas para a credibilidade das instituições. A este
respeito, basta atentarmos na curiosa posição e votação diferenciada do PS na
Câmara e na Assembleia Municipal num assunto tão importante como a extinção da
Turrisespaços, para vermos o ridículo da situação.
Aliás,
na própria maioria PS que gere a Câmara também se verificam divisões evidentes
entre os autarcas deste partido com silêncios demasiado comprometedores de
alguns vereadores quanto ao caminho trilhado no município, a denotar sinais
claros de oposição quanto ao mesmo. Também aqui é possível vislumbrar o
evidente isolamento político em que vive a maioria PS que gere o município.
Em
todas estas situações, criadas pela maioria PS, resulta com clareza a sua incompetência
na gestão do município verificada nos diversos aspectos acima resumidos.
Tal incompetência provoca inevitavelmente consequências desastrosas para o
município e para os munícipes, pelo que a maioria PS não pode deixar de retirar
da situação as respectivas consequências políticas, uma vez que as
jurídicas e financeiras serão apuradas.
Enquanto
o PS está dividido e em sistemáticas lutas internas de protagonismo, a CDU
continua a apresentar um trabalho coerente, em equipa, baseado em princípios políticos que sempre
defendemos e aplicando o programa
eleitoral com que nos apresentámos aos eleitores.
Assim, temos proposto tanto na Câmara Municipal, como na Assembleia
Municipal a resolução de inúmeros problemas que as pessoas encontram no seu
dia-a-dia, sendo exemplo:
1. Questões relacionadas com a Educação:
ü Alertámos para a necessidade de atualizar a Carta Educativa do
Concelho;
ü Chamámos à atenção para irregularidades na Escola Visconde de S.
Gião, nomeadamente no que concerne à sala de Ensino Estruturado;
ü Questionámos o porquê da não concretização do acesso previsto no
projeto do Centro Escolar de Olaia;
ü Propusemos o levantamento de todos os problemas existentes nos
Centros Escolares do concelho, através de reuniões com as direções, professores
e associações de pais;
ü Encerramento da Escola de Parceiros de Igreja
ü Obras na Escola de Liteiros
2. Questões relacionadas com o
Hospital Rainha Santa Isabel
ü Indagámos e alertámos para a urgência do envio para as entidades
competentes da Providência Cautelar, aprovada por unanimidade na Assembleia
Municipal;
3. Turriespaços
ü Questionámos atempadamente sobre o processo com o Tribunal de
Contas, e sobre quais os problemas que estavam a ser levantados por esse órgão;
ü Ponto da situação do processo de dissolução da Empresa Municipal – TURRISESPAÇOS;
ü Novo programador para o Teatro Virgínia,
na sequência da dissolução da empresa;
4. Convento do Carmo
ü Procurámos saber de quem era a responsabilidade pela derrocada
acontecida no Inverno passado e quais os custos que o município teria com esse
acidente;
ü Acórdão 32/2014 do Tribunal
de Contas sobre a obra de recuperação do Convento do Carmo
5. 35 horas e ACEEP
ü Fomos contra a aplicação das 40 horas de trabalhos e, desde o
primeiro momento, defendemos a aplicação imediata do acordo assinado com os
sindicatos;
6. Delegação de Competências e
Acordos de Execução
ü Questionámos sobre este processo que devia estar implementado após
180 doas a tomada de posse e alertámos que queremos ter uma participação ativa na sua concretização;
7. Fundo de Apoio Municipal
ü Apresentámos uma Moção sobre o Fundo de Apoio Municipal, que
repudia a Proposta de Lei n.º 232/XII, aprovada por unanimidade;
8. Oportunidade 2020
ü Quisemos saber quais os projetos a apresentar no próximo quadro de
apoio comunitário “Oportunidade 2020”;
9. Privatização da EGF
ü Indagámos, em momento oportuno, sobre a posição da maioria PS
acerca da privatização da EGF;
10. Questões relacionadas com o
Ambiente
ü Quisemos saber quais os resultados obtidos, até ao momento, com o
Plano Municipal do Ambiente;
11. Águas do Ribatejo
ü Quisemos saber como é que a Câmara Municipal de Torres Novas
acompanha as obras realizadas pela Águas do Ribatejo no concelho e apontámos
irregularidades na obra a decorrer no Vale da Serra;
12. Desporto
ü Propusemos o arranjo do campo de futebol das Lapas e consequente
utilização desse espaço, para treino das camadas mais jovens, de modo a aliviar
o stress sobre o relvado do Estádio;
13. Melhoramentos rodoviários e
dos espaços públicos
ü EN 349: Casais da Igreja (Assentiz);
ü Avenida Andrade Corvo
(Santa Maria);
ü Avenida dos Negréus (Santa Maria);
ü Rua do Antigo Grémio da Lavoura (São Pedro);
ü Casal da Regueira (Árgea);
ü Quinta da Barroca e Quatro Estradas (Olaia)
ü Ligação Fungalvaz – Ourém (Assentiz);
ü Largo do Quinchoso (São Pedro);
ü Variante do Bom Amor: entroncamento para a Meia Via;
ü Espaço ribeirinho nas traseiras dos prédios da Avenida 8 de Julho
(Santa Maria);
ü Jardim Municipal, em frente aos CTT (São Pedro);
ü Jardim e Sintético da Quinta da Silva (Lapas);
ü Pagamento da obra do Alto
das Pedreiras à União de Freguesias de São Pedro, Lapas e Ribeira Branca
ü Projecto de um Parque Terminal
para Pesados
14. Outros assuntos
ü Reuniões de câmara descentralizadas nas freguesias
ü Liberdade religiosa na inauguração do Centro Escolar São Gião
Torres
Novas, 06 de Outubro de 2014
CDU/Torres
Novas
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