terça-feira, 30 de julho de 2013

Conferência de Imprensa na Zona Industrial de Riachos



Zonas industriais abandonadas  

não criam emprego!

No concelho de Torres Novas, e desde há bastante tempo, a Câmara tem votado ao abandono as suas zonas industriais não possibilitando assim o necessário desenvolvimento económico e a indispensável criação de emprego.

Nesta, como noutras matérias, a Câmara Municipal de Torres Novas deveria agir como entidade geradora de sinergias criadoras de emprego, funcionando em contra-ciclo relativamente às medidas profundamente graves para o povo decretadas pelo governo PSD/CDS.

No entanto, a Câmara mantém uma atitude de deixa-andar numa completa omissão quanto aos seus deveres. Ao deixar as zonas industriais ao abandono a Câmara alheia-se das suas responsabilidades, mostra-se completamente inoperante quanto às dificuldades económicas da população e permite o definhamento do tecido empresarial e não rentabiliza os investimentos feitos, desperdiçando os dinheiros públicos.

A Câmara Municipal não soube potenciar as condições de excelência das nossas Zonas Industriais em relação às acessibilidades ferroviárias e rodoviárias reconhecidas em todos os estudos como uma mais valia.

Mas vejamos mais em pormenor esta matéria, quanto à Zona  Industrial de Riachos:

Em Fevereiro do ano de 2000, portanto há mais de 13 anos, a Câmara atribuiu 18 lotes (na parte Oeste da Zona Industrial) a outras tantas empresas, o que fez com pompa e circunstância. As 18 empresas assinaram os respectivos contratos-promessa na presença do então primeiro-ministro António Guterres mas apenas uma se conseguiu instalar no local (TMC- Transportes Mário), porque a Câmara não construiu as indispensáveis infraestruturas (água, esgotos, electricidade, arruamentos, etc).

Posteriormente instalou-se mais uma empresa (Reclamo 2000) e há cerca de um ano uma outra (Agro-Graça). Neste momento estão apenas instaladas 3 empresas das 18 que estavam previstas há 13 anos.

E deve sublinhar-se que as 15 empresas que não se instalaram naquela área não o podiam fazer porque a Câmara nunca cumpriu a sua obrigação contratual de construir as indispensáveis infraestruturas.

Basta olhar para esta área e verifica-se que se trata de um espaço em completo abandono, sem nada que faça pensar estarmos perante uma zona industrial, sem arruamentos, sem infraestruturas mínimas e sem qualquer equipamento de apoio às empresas.

Com a instalação desta terceira empresa a Câmara chegou mesmo ao caricato de ter que custear o aluguer e funcionamento de um gerador durante mais de quatro meses, precisamente porque não fez as infraestruturas eléctricas, tendo essa falta custado aos cofres municipais muito dinheiro, tanto mais que também suportou o custo de 200 litros de gasóleo por dia.

Actualmente os arruamentos nesta área não estão terminados e a iluminação não chega a todo o lado, sendo que as restantes infraestruturas são inexistentes.

Com este panorama desolador e de completo abandono não há empresa que arrisque instalar-se  instalar nesta zona industrial, apesar de haver interessados.

Quanto à Zona Industrial de Torres Novas há muito que a Câmara desistiu da mesma.

Com efeito, a Câmara entregou o Parque de Negócios de Torres Novas nas mãos da Geriparque, uma empresa privada que é responsável pelo negócio da compra e venda de terrenos.

E toda a área industrial de Torres Novas continua ao abandono, sem ser alvo de qualquer dinamização, sem que as empresas interessadas tenham qualquer incentivo municipal para a sua instalação, sem serem beneficiadas por qualquer equipamento de apoio às unidades e aos seus trabalhadores, sem que exista um simples espaço para estacionamento dos camiões e onde os motoristas possam repousar, sem que a Câmara reduza a derrama ou isente da mesma as pequenas empresas.

Estas são as duas zonas industriais que existem no concelho.

Mas há 20 anos que a Câmara fala insistentemente na Zona Industrial da Zibreira, mas até agora a ideia ainda não saiu do papel e não tem passado de pura propaganda eleitoral.

Em 2007 a Câmara aprovou o programa Torres Novas. PT, que resultou de um estudo encomendado ao professor Augusto Mateus e que custou dezenas de milhares de euros, o qual falava na importância estratégica da Zona Industrial da Zibreira, como sendo a Porta Norte da Grande Lisboa.

Se é verdade que o projecto prioritário do Médio Tejo é a Porta Norte da Grande Lisboa em que o papel dos empresários é determinante, e sem os quais a área empresarial não avançará, não deixa no entanto de se realçar que às autarquias caberá a responsabilidade de gerar sinergias, para que essa competitividade seja uma realidade. E no caso concreto do nó da A23, Torres Novas e Alcanena, têm um papel importantíssimo a desempenhar.”

Passados 6 anos verifica-se que a Porta Norte não passou de uma miragem vista à janela das promessas eleitorais e nem sequer houve um único contacto com a Câmara de Alcanena com vista a tornar este projecto uma realidade.

Ao contrário do que seria expectável, a Câmara não mexeu uma palha quanto a esta matéria e as empresas que entretanto se foram instalando junto à A1 fizeram-no isoladamente, comprando os terrenos a particulares e sem qualquer intervenção da Câmara. Pura e simplesmente, a Câmara ignora completamente a Zona Industrial da Zibreira (pois nem sequer possui um Plano de Pormenor para esta área, nem Regulamento) e as evidentes potencialidades que a sua localização privilegiada lhe traz.

Acresce que nada há que incentive uma empresa a instalar-se nas zonas industriais como também não há nada que auxilie as empresas e os seus trabalhadores a terem uma existência melhor. A Câmara fecha os olhos aos problemas, ignora completamente a situação e tenta esconder as suas responsabilidades assobiando para o lado.

Por outro lado, a crise que assola o país da responsabilidade do governo PSD/CDS tem provocado o encerramento de várias empresas no concelho, com o consequente despedimento dos trabalhadores que são atirados sem dó nem piedade para o desemprego, sem que a Câmara tome qualquer atitude que minimize a situação ou que vá em contra-ciclo.

Com efeito, nos últimos meses encerraram pelo menos duas empresas na Zona Industrial de Riachos ou junto dela (Metalúrgica Coelhos e Luz & Irmão) e uma na de Torres Novas (PTN – Forjados Castelo), que atiraram centena e meia de trabalhadores para o desemprego.

Tendo em conta estas situações e no sentido de potenciar o desenvolvimento económico e defender o emprego, a CDU defende:

1. Concretização das infraestruturas necessárias à instalação de empresas na Zona Industrial de Riachos e desburocratização do procedimento dos licenciamentos necessários;

2. Criação de condições mínimas nas Zonas Industriais do concelho para funcionamento das unidades industriais (ex. espaços para estacionamento de camiões, casas de banho, locais de repouso para motoristas, etc) em parceria com as empresas e concretização do Plano de Pormenor da Zona Industrial da Zibreira;

3. Redução de preços dos lotes industriais, das taxas e derramas, isenção da derrama para empresas com facturação inferior a 150 mil euros e atribuição de benefícios para a criação e manutenção de emprego;

4. Estabelecimento de contactos com os municípios vizinhos, designadamente Alcanena, Entroncamento e Golegã, com vista a estudar formas concretas de criar sinergias no âmbito do desenvolvimento económico e criação de emprego.
Torres Novas, 29 de Julho de 2013
A Comissão Coordenadora da CDU – Torres Novas




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