Zonas industriais abandonadas
não criam emprego!
No concelho de Torres Novas,
e desde há bastante tempo, a Câmara tem votado ao abandono as suas zonas
industriais não possibilitando assim o necessário desenvolvimento económico e a
indispensável criação de emprego.
Nesta, como noutras
matérias, a Câmara Municipal de Torres Novas deveria agir como entidade
geradora de sinergias criadoras de emprego, funcionando em contra-ciclo
relativamente às medidas profundamente graves para o povo decretadas pelo
governo PSD/CDS.
No entanto, a Câmara mantém
uma atitude de deixa-andar numa completa omissão quanto aos seus deveres. Ao
deixar as zonas industriais ao abandono a Câmara alheia-se das suas
responsabilidades, mostra-se completamente inoperante quanto às dificuldades
económicas da população e permite o definhamento do tecido empresarial e não
rentabiliza os investimentos feitos, desperdiçando os dinheiros públicos.
A Câmara Municipal não soube
potenciar as condições de excelência das nossas Zonas Industriais em relação às
acessibilidades ferroviárias e rodoviárias reconhecidas em todos os estudos
como uma mais valia.
Mas vejamos mais em pormenor
esta matéria, quanto à Zona Industrial de Riachos:
Em Fevereiro do ano de 2000,
portanto há mais de 13 anos, a Câmara atribuiu 18 lotes (na parte Oeste da Zona
Industrial) a outras tantas empresas, o que fez com pompa e circunstância. As
18 empresas assinaram os respectivos contratos-promessa na presença do então
primeiro-ministro António Guterres mas apenas uma se conseguiu instalar no
local (TMC- Transportes Mário), porque a Câmara não construiu as indispensáveis
infraestruturas (água, esgotos, electricidade, arruamentos, etc).
Posteriormente instalou-se
mais uma empresa (Reclamo 2000) e há cerca de um ano uma outra (Agro-Graça).
Neste momento estão apenas instaladas 3 empresas das 18 que estavam previstas
há 13 anos.
E deve sublinhar-se que as
15 empresas que não se instalaram naquela área não o podiam fazer porque a
Câmara nunca cumpriu a sua obrigação contratual de construir as indispensáveis
infraestruturas.
Basta olhar para esta área e
verifica-se que se trata de um espaço em completo abandono, sem nada que faça
pensar estarmos perante uma zona industrial, sem arruamentos, sem infraestruturas
mínimas e sem qualquer equipamento de apoio às empresas.
Com a instalação desta
terceira empresa a Câmara chegou mesmo ao caricato de
ter que custear o aluguer e funcionamento de um gerador durante mais de quatro
meses, precisamente porque não fez as infraestruturas eléctricas, tendo essa
falta custado aos cofres municipais muito dinheiro, tanto mais que também
suportou o custo de 200 litros de gasóleo por dia.
Actualmente os arruamentos
nesta área não estão terminados e a iluminação não chega a todo o lado, sendo
que as restantes infraestruturas são inexistentes.
Com este panorama desolador
e de completo abandono não há empresa que arrisque
instalar-se instalar nesta zona
industrial, apesar de haver interessados.
Quanto à Zona Industrial de Torres Novas há
muito que a Câmara desistiu da mesma.
Com efeito, a Câmara
entregou o Parque de Negócios de Torres Novas nas mãos da Geriparque, uma
empresa privada que é responsável pelo negócio da compra e venda de terrenos.
E toda a área industrial de
Torres Novas continua ao abandono, sem ser alvo de qualquer dinamização, sem
que as empresas interessadas tenham qualquer incentivo municipal para a sua
instalação, sem serem beneficiadas por qualquer equipamento de apoio às
unidades e aos seus trabalhadores, sem que exista um simples espaço para
estacionamento dos camiões e onde os motoristas possam repousar, sem que a
Câmara reduza a derrama ou isente da mesma as pequenas empresas.
Estas são as duas zonas
industriais que existem no concelho.
Mas há 20 anos que a Câmara
fala insistentemente na Zona Industrial
da Zibreira, mas até agora a ideia ainda não saiu do papel e não tem
passado de pura propaganda eleitoral.
Em 2007 a Câmara aprovou o
programa Torres Novas. PT, que
resultou de um estudo encomendado ao professor Augusto Mateus e que custou
dezenas de milhares de euros, o qual falava na importância estratégica da Zona
Industrial da Zibreira, como sendo a Porta Norte da Grande Lisboa.
“Se é verdade que o projecto
prioritário do Médio Tejo é a Porta Norte da Grande Lisboa em que o papel dos
empresários é determinante, e sem os quais a área empresarial não avançará, não
deixa no entanto de se realçar que às autarquias caberá a responsabilidade de
gerar sinergias, para que essa competitividade seja uma realidade. E no caso
concreto do nó da A23, Torres Novas e Alcanena, têm um papel importantíssimo a
desempenhar.”
Passados 6 anos verifica-se
que a Porta Norte não passou de uma miragem vista à janela das promessas
eleitorais e nem sequer houve um único contacto com a Câmara de Alcanena com
vista a tornar este projecto uma realidade.
Ao contrário do que seria
expectável, a Câmara não mexeu uma palha quanto a esta matéria e as empresas
que entretanto se foram instalando junto à A1 fizeram-no isoladamente, comprando
os terrenos a particulares e sem qualquer intervenção da Câmara. Pura e
simplesmente, a Câmara ignora completamente a Zona Industrial da Zibreira (pois
nem sequer possui um Plano de Pormenor para esta área, nem Regulamento) e as
evidentes potencialidades que a sua localização privilegiada lhe traz.
Acresce que nada há que
incentive uma empresa a instalar-se nas zonas industriais como também não há
nada que auxilie as empresas e os seus trabalhadores a terem uma existência
melhor. A Câmara fecha os olhos aos problemas, ignora completamente a situação
e tenta esconder as suas responsabilidades assobiando para o lado.
Por outro lado, a crise que
assola o país da responsabilidade do governo PSD/CDS tem provocado o
encerramento de várias empresas no concelho, com o consequente despedimento dos
trabalhadores que são atirados sem dó nem piedade para o desemprego, sem que a
Câmara tome qualquer atitude que minimize a situação ou que vá em contra-ciclo.
Com efeito, nos últimos
meses encerraram pelo menos duas empresas na Zona Industrial de Riachos ou
junto dela (Metalúrgica Coelhos e Luz & Irmão) e uma na de Torres Novas
(PTN – Forjados Castelo), que atiraram centena e meia de trabalhadores para o
desemprego.
Tendo em conta estas
situações e no sentido de potenciar o desenvolvimento económico e defender o
emprego, a CDU defende:
1.
Concretização das infraestruturas necessárias à instalação de empresas na Zona
Industrial de Riachos e desburocratização do procedimento dos licenciamentos
necessários;
2.
Criação de condições mínimas nas Zonas Industriais do concelho para
funcionamento das unidades industriais (ex. espaços para estacionamento de
camiões, casas de banho, locais de repouso para motoristas, etc) em parceria
com as empresas e concretização do Plano de Pormenor da Zona Industrial da
Zibreira;
3.
Redução de preços dos lotes industriais, das taxas e derramas, isenção da
derrama para empresas com facturação inferior a 150 mil euros e atribuição de
benefícios para a criação e manutenção de emprego;
4.
Estabelecimento de contactos com os municípios vizinhos, designadamente
Alcanena, Entroncamento e Golegã, com vista a estudar formas concretas de criar
sinergias no âmbito do desenvolvimento económico e criação de emprego.
Torres Novas, 29 de Julho de
2013A Comissão Coordenadora da CDU – Torres Novas


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