sexta-feira, 12 de julho de 2013

Hospital de Torres Novas: conferência de imprensa da CDU



Torres Novas, a caminho de perder o seu Hospital !

 
O processo de esvaziamento contínuo do Hospital de Torres Novas, o qual se vem verificando desde há anos e cujo início mais relevante ocorreu com a desqualificação das urgências (que obriga a população a recorrer a outro hospital sem a garantia de qualidade no atendimento e tratamento), tem vindo a ser confirmado com a saída de serviços e valências, como os internamentos em Cirurgia Geral; Medicina Interna; Gastroenterologia e  outros Cuidados/Especialidades: Urgência Médico-Cirúrgica; Cirurgia de Ambulatório; Anestesiologia; Bloco Operatório; Esterilização; Patologia Clínica; Medicina Física e de Reabilitação.

Tal esvaziamento tem continuado com a recente saída do Aprovisionamento e da Farmácia. O processo de esvaziamento fere de morte o equilíbrio regional com evidentes perdas para Torres Novas, sendo que os hospitais alternativos ficam longe para utentes e familiares e, nalguns casos, prestam serviços de qualidade insatisfatória.

Corre a informação de que o Arquivo “morto” também sairá muito em breve para o Hospital de Tomar, o que significa que a Administração deverá mudar de localização, sendo certo que existem movimentações para que a Pediatria saia também para outro Hospital.

Circulam notícias de que o Hospital de Torres Novas pode encerrar, ser alienado ou privatizado, no início de Dezembro próximo, as quais nos merecem credibilidade, tendo em conta o já conhecido processo de esvaziamento.

Grande parte dos rumores/notícias sobre a saída de serviços/valências do Hospital de Torres Novas tem sido, infelizmente, confirmada.

Foram as políticas do governo PSD/CDS implementadas pelo Conselho de Administração que conduziram a esta grave situação.

A Câmara Municipal de Torres Novas (PS) tem sido conivente com todo o processo de esvaziamento do Hospital, sempre defendeu as posições das sucessivas administrações do Centro Hospitalar e nunca tomou uma posição inequívoca de defesa da população que representa e do seu Hospital, ao invés de outras autarquias, que publicamente têm defendido as suas populações e a prestação de cuidados de saúde de proximidade.

O Hospital de Torres Novas assume grande importância para a qualidade de vida das populações, não só pela satisfação prática do direito à saúde , mas também no emprego e no seu impacto na economia local.

O anunciado corte pelo governo PSD/CDS de mais de 4 mil milhões de euros nos serviços públicos, pode acabar de vez com o Hospital. Mas entendemos que para os cuidados de saúde nunca devem faltar recursos. Está em causa a dignidade e a vida humanas.

O Hospital deve estar ao serviço das populações e deve ter (obrigatoriamente) uma Urgência que responda às necessidades, internamento de Medicina Interna, Pediatria e Cirurgia de Ambulatório.

Defendemos um hospital que, em coordenação com outros, sirva as populações com proximidade e qualidade e não (por melhor que sejam) apenas duas ou três especialidades.

A CDU tem sido a única força política que, de forma coerente, sistemática e consistente, tem alertado para este processo de esvaziamento do Hospital de Torres Novas e tomado posição contra o mesmo. 

Tendo em consideração estes aspectos, e porque não desistimos das lutas justas, a CDU:

a) Alerta para o perigo real do encerramento, alienação ou privatização do Hospital, pois tal facto nunca foi tão eminente como hoje;

b) Apela à população e aos trabalhadores do Hospital que, através dos mais diversos meios e iniciativas, repudiem o seu progressivo esvaziamento e defendam a manutenção e permanência do Hospital no SNS;

c) Apela aos órgãos municipais de Torres Novas para que cumpram a sua função de defesa  dos cuidados de saúde de proximidade,  sejam  o porta-voz institucional na defesa do Hospital e manifestem a sua oposição inequívoca e  frontal ao citado processo;

d) Insiste na urgência de uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal para análise  e tomada de posição sobre o assunto. Assembleia que foi solicitada pelos eleitos da CDU  ainda antes da saída da Medicina Interna e reafirmado na sua reunião de 28 de Junho de 2013 e que até à data não teve acolhimento!
Torres Novas, 12 Julho 2013
A Coordenadora da CDU/Torres Novas

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