Torres Novas, a
caminho de perder o seu Hospital !
O processo de
esvaziamento contínuo do Hospital de Torres Novas, o qual se vem verificando
desde há anos e cujo início mais relevante ocorreu com a desqualificação das
urgências (que obriga a população a recorrer a outro hospital sem a garantia de
qualidade no atendimento e tratamento), tem vindo a ser confirmado com a saída
de serviços e valências, como os internamentos em Cirurgia Geral; Medicina
Interna; Gastroenterologia e outros
Cuidados/Especialidades: Urgência Médico-Cirúrgica; Cirurgia de Ambulatório;
Anestesiologia; Bloco Operatório; Esterilização; Patologia Clínica; Medicina
Física e de Reabilitação.
Tal esvaziamento tem continuado com a recente
saída do Aprovisionamento e da Farmácia. O processo de esvaziamento fere de
morte o equilíbrio regional com evidentes perdas para Torres Novas, sendo que
os hospitais alternativos ficam longe para utentes e familiares e, nalguns
casos, prestam serviços de qualidade insatisfatória.
Corre a informação de
que o Arquivo “morto” também sairá muito em breve para o Hospital de Tomar, o
que significa que a Administração deverá mudar de localização, sendo certo que
existem movimentações para que a Pediatria saia também para outro Hospital.
Circulam notícias de que o Hospital de Torres
Novas pode encerrar, ser alienado ou privatizado, no início de Dezembro
próximo, as quais nos merecem credibilidade, tendo em conta o já conhecido
processo de esvaziamento.
Grande parte dos
rumores/notícias sobre a saída de serviços/valências do Hospital de Torres
Novas tem sido, infelizmente, confirmada.
Foram as políticas do
governo PSD/CDS implementadas pelo Conselho de Administração que conduziram a
esta grave situação.
A Câmara Municipal de Torres Novas (PS) tem
sido conivente com todo o processo de esvaziamento do Hospital, sempre defendeu
as posições das sucessivas administrações do Centro Hospitalar e nunca tomou
uma posição inequívoca de defesa da população que representa e do seu Hospital,
ao invés de outras autarquias, que publicamente têm defendido as suas
populações e a prestação de cuidados de saúde de proximidade.
O Hospital de Torres Novas assume grande
importância para a qualidade de vida das populações, não só pela satisfação
prática do direito à saúde , mas também no emprego e no seu impacto na economia
local.
O anunciado corte
pelo governo PSD/CDS de mais de 4 mil milhões de euros nos serviços públicos,
pode acabar de vez com o Hospital. Mas entendemos que para os cuidados de saúde
nunca devem faltar recursos. Está em causa a dignidade e a vida humanas.
O Hospital deve estar
ao serviço das populações e deve ter (obrigatoriamente) uma Urgência que
responda às necessidades, internamento de Medicina Interna, Pediatria e
Cirurgia de Ambulatório.
Defendemos um
hospital que, em coordenação com outros, sirva as populações com proximidade e
qualidade e não (por melhor que sejam) apenas duas ou três especialidades.
A CDU tem sido a
única força política que, de forma coerente, sistemática e consistente, tem
alertado para este processo de esvaziamento do Hospital de Torres Novas e
tomado posição contra o mesmo.
Tendo em consideração estes aspectos, e
porque não desistimos das lutas justas, a CDU:
a) Alerta para o perigo real do encerramento,
alienação ou privatização do Hospital, pois tal facto nunca foi tão eminente
como hoje;
b) Apela à população e aos trabalhadores do
Hospital que, através dos mais diversos meios e iniciativas, repudiem o seu
progressivo esvaziamento e defendam a manutenção e permanência do Hospital no
SNS;
c) Apela aos órgãos municipais de Torres
Novas para que cumpram a sua função de defesa
dos cuidados de saúde de proximidade,
sejam o porta-voz institucional
na defesa do Hospital e manifestem a sua oposição inequívoca e frontal ao citado processo;
d) Insiste na urgência de uma reunião
extraordinária da Assembleia Municipal para análise e tomada de posição sobre o assunto.
Assembleia que foi solicitada pelos eleitos da CDU ainda antes da saída da Medicina Interna e
reafirmado na sua reunião de 28 de Junho de 2013 e que até à data não teve
acolhimento!
Torres
Novas, 12 Julho 2013A Coordenadora da CDU/Torres Novas

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