Confiança no Comício de Torres Novas
Salvar o País do declínio económico
Depois da actuação de Samuel Quedas, que terminou com o tema «O Povo Unido», que fez vibrar todo o espaço, foram apresentados, sob as palmas das centenas de pessoas que ali se encontravam, os cabeças-de-lista da CDU de vários concelhos do Norte do distrito de Santarém: Abrantes, Alcanena, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova de Barquinha e Ourém.
O primeiro a intervir foi Carlos Tomé. «As populações conhecem-nos desde há muito porque estes candidatos não aparecem só agora na campanha a mostrar sorrisos à caça de papalvos. Andam por cá há muito tempo, nas fábricas, nos locais de trabalho, nas escolas, nos bairros, nas colectividades, nas comunidades, a partilhar as canseiras desta vida com os seus iguais e a lutar contra as malfeitorias que têm sido paridas pelas políticas de direita e em defesa dos serviços públicos de proximidade e de qualidade», afirmou o candidato à Câmara Municipal, salientando que a «CDU não trai, honra os seus compromissos» e «não se move por interesses».
Sobre a realidade local, Carlos Tomé deu a conhecer que o PS tem gerido o município nos últimos 20 anos «como se fosse uma sua coutada privada, ignorando a democracia e o dever de transparência das decisões, sendo conivente nas gravíssimas decisões tendentes à perda de valências do Hospital ou na implementação das portagens na A23, cortando os apoios às colectividades e juntas de freguesia, esbanjando irresponsavelmente os dinheiros públicos, enquanto aumenta taxas e licenças, asfixiando ainda mais os munícipes e atolando a Câmara num mar de dívidas de mais de 35 milhões, que a vão hipotecar nos próximos três mandatos».
«Mas o PS contará sempre com as posições firmes e inabaláveis dos autarcas da CDU na defesa dos direitos da população e da melhoria da qualidade de vida», prometeu.
Submissão com o estrangeiro
Seguiu-se a intervenção de Jerónimo de Sousa que, uma vez mais, alertou para as novas medidas que o Governo está a preparar e que apenas serão anunciadas depois das eleições de 29 de Setembro. «O Governo está cada vez mais isolado, mais derrotado, não tem futuro, e, hoje, só existe porque teve a mão protectora do Presidente da República e o frete do PS, com aquela “coisa” da salvação nacional», criticou, afirmando a necessidade de denunciar «esta política de submissão com o estrangeiro».
A solução, adiantou, «passa pela renegociação da dívida com a troika, por mais investimento, pela criação de riqueza, através do aumento da produção nacional». «Por isso, quando estivermos a votar no dia 29 de Setembro, temos que penalizar esta política, este Governo, mas também quem subscreveu o Pacto de Agressão», acusou Jerónimo de Sousa, referindo-se ao PS, que, nas suas palavras, «também tem que ser responsabilizado pelo povo português».



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